REGULAMENTO GERAL DE COMPETIÇÕES

1.1. Os Circuitos Nacionais de Trail, Campeonatos Nacionais e Taça de Portugal de Trail são uma iniciativa conjunta da Associação de Trail Running de Portugal (ATRP) com as diversas entidades que organizam cada uma das competições que os integram, e decorrem da delegação de competência organizativa para desenvolvimento e divulgação da disciplina, atribuída pela Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), conforme consta no Regulamento do Portugal Runner, Capítulos IIII e VIII, no âmbito da promoção da modalidade.

1.2. São igualmente integrantes de calendários e competições desportivas nacionais, todos os circuitos e campeonatos regionais ou distritais cujas provas sejam por esta Associação certificadas e objeto de protocolo próprio.

2.1. A época competitiva é coincidente com a época competitiva da Federação Portuguesa de Atletismo.

2.2. O calendário competitivo – Campeonatos/Circuitos Nacionais e Taça de Portugal – pode ser consultado em my.atrp.pt, plataforma de gestão da Associação, e único meio de confirmação oficial da certificação das provas pontuáveis para as diversas competições.

2.3. É da competência da ATRP divulgar o quadro de provas que integram calendários – Circuitos Nacionais e Taça de Portugal.

2.4. O logo de certificação permite à entidade organizadora a sua utilização para fins de promoção da prova e ainda, que todos os interessados em participar no evento saibam que a organização cumpre os requisitos e normas internacionais de segurança, organização e boa conduta.

3.1. Nos Circuitos Nacionais admite-se a participação de atletas de qualquer nacionalidade, sem distinção de género, dentro dos escalões etários abaixo definidos e que detenham uma preparação física adequada a esforços prolongados, desde que associados da ATRP, com quotas em dia.

3.2. A ATRP não se responsabiliza pela condição física dos atletas, que deve ser atestada pelos mesmos através de meios médicos adequados, nem por qualquer acidente ou dano sofrido antes, durante ou após a realização das provas que integram os Circuitos Nacionais, Campeonatos ou Taça de Portugal de Trail. Apesar de cada uma das provas acima referidas estar coberta por seguro desportivo, a ATRP aconselha os atletas participantes a subscreverem o seguro individual desportivo disponibilizado pela ATRP, e adequado à prática da modalidade de Trail Running.

3.3. Nos Campeonatos Nacionais e na Taça de Portugal apenas poderão participar atletas associados da ATRP com quotas em dia e federados na FPA, e desde que cumpram os requisitos descritos nos pontos 11 e 12 deste Regulamento.

3.4. Consideram-se concorrentes aos Circuitos Nacionais, todo o atleta ou equipa que se classifique nas provas que integram esta iniciativa, desde que o atleta seja associado da ATRP, a equipa seja representada por atletas associados da ATRP, e também ela própria associada devidamente registada com o nome do seu responsável, sendo que no caso das equipas que não pertençam a Clubes ou Associações Desportivas com personalidade jurídica própria o número de contribuinte a indicar no ato de registo deverá ser o do responsável nomeado. Caso o atleta se inscreva em representação de uma equipa que não é associada da ATRP será classificado nos Circuitos como atleta individual. Após o início dos Circuitos não será possível a um atleta mudar de equipa durante a época desportiva em curso.

3.5. É obrigatória a publicação por parte dos organizadores da lista de inscritos, individuais e coletivos nas provas integrantes dos Circuitos até às 23h59 da Quinta-feira anterior à data do evento, não sendo admitidas alterações após a publicação da lista dos atletas em competição. Cabe às organizações a responsabilidade da correta comunicação dos dados e aos atletas de se certificar que os mesmos integram as referidas listas, e que correspondem aos seus dados pessoais.

4.1. A ATRP elabora um Ranking com base nos resultados dos últimos 36 meses nas competições elegíveis para o efeito, atualizado no final de cada mês.

4.2. A pontuação será calculada com base nas seguintes fórmulas:

  • Trail Ultra Endurance e Trail Ultra Endurance XL– A soma dos 2 melhores resultados dos últimos 36 meses X 2. Exemplo: (220 +190) x 2 = 820 pontos
  • Trail Ultra– A soma dos 4 melhores resultados dos últimos 36 meses. Exemplo: (220+190+200+150) = 760 pontos
  • Trail – A soma dos 6 melhores resultados dos últimos 36 meses a dividir por 3 X 2.
    Exemplo: (220+190+200+150+100+200) /3) x 2 = (1060/3) x 2 = 353,33×2 = 707 pontos
  • Trail Sprint – A soma dos 6 melhores resultados dos últimos 36 meses a dividir por 3 X 2. Exemplo: (220+190+200+150+100+190) /3) x 2 = (1050/3) x 2 = 350×2 = 700 pontos

5.1. Elaboração de um Ranking ATRP com base nos resultados das equipas nos últimos 36 meses, nas competições elegíveis, atualizado no final de cada mês.

5.2. A pontuação máxima das equipas no Ranking será 150 pontos com base nas seguintes fórmulas:

  • Trail Ultra Endurance XL – A soma dos 2 melhores resultados dos últimos 36 meses, a dividir por 2 e a multiplicar por 10.
  • Trail Ultra Endurance– A soma dos 4 melhores resultados dos últimos 36 meses, a dividir por 4 e a multiplicar por 10.
    Exemplo: ((15+15+15+15)/ 4) x 10 = 150 pontos
  • Trail Ultra– A soma dos 6 melhores resultados dos últimos 36 meses, a dividir por 6 e a multiplicar por 10.
    Exemplo: ((15+13+15+13+15+15)/ 6) x 10 = 14,33 x 10 = 143 pontos
  • Trail – A soma dos 10 melhores resultados dos últimos 36 meses.
    Exemplo: 15+10+13+15+13+15+15+10+11+12 = 129 pontos
  • Trail Sprint – Sprint – A soma dos 10 melhores resultados dos últimos 36 meses.
    Exemplo: 15+10+13+15+13+15+15+10+11+15 = 132 pontos

Os atletas mantêm o seu escalão durante toda a época desportiva, sendo o respetivo escalão atribuído com base na idade que o atleta terá no final da época desportiva.

Nota: Para efeito de classificação e pontuação dos atletas nos escalões será considerada a idade que o atleta terá no fim da corrente época competitiva.
Ex: Um atleta que faz 40 anos entre o início e o fim da época será classificado no escalão M40 durante todo o Campeonato.
Ex: Um atleta que faz 18 anos entre o início e o fim da época será classificado no escalão Júnior durante todo o Campeonato.

Os atletas Juvenis ou Juniores, e no caso dos menores de idade, devem fazer prova da autorização do encarregado de educação em declaração assinada e enviada via my.atrp.

7.1. Os Circuitos Nacionais ATRP – Trail Sprint, Trail, Trail Ultra, Trail Ultra Endurance e Trail Ultra Endurance XL, bem como o Circuito da Taça de Portugal, decorrem no período da época desportiva (de 1 de Novembro a 31 de Outubro do ano seguinte).

7.2. Por prova serão atribuídos pontos pela Classificação Geral Masculina e Geral Feminina, Equipas Masculinas e Femininas, e por Escalões em cada um dos escalões anteriormente indicados. As classificações são definitivas após o período de reclamação previsto nos regulamentos das provas e deverão ser colocadas pelos organizadores na plataforma my.atrp até 5 dias após o término da prova, decorrendo por um prazo de 10 dias o período de reclamação. Todas as reclamações deverão ser realizadas via my.atrp, sendo a sua análise e resposta da exclusiva responsabilidade do representante do organizador. No entanto, as decisões são passíveis de recurso para o plenário da Direção.

7.3. Seguindo a prática internacional, às provas dos Circuitos será adicionado um índice de dificuldade com base na categorização utilizada pela ATRP e que pode ser consultado em http://atrp.pt/categorizacao-por-dificuldade/. De acordo com o grau de cada prova serão atribuídos adicionalmente 10, 20, 30 ou 40 pontos a todos os seus finalizadores.

7.4. Aos finalizadores das provas “Campeonato Nacional” das diferentes distâncias será atribuída categoria “5”, sendo assim atribuídos adicionalmente 50 pontos a quem as finalize.

7.5. A cada atleta finalizador de cada prova dos Circuitos Nacionais ATRP, é igualmente atribuído um número de pontos obtidos com base no tempo despendido segundo a seguinte fórmula:
Series150: Tempo Vencedor / Tempo Atleta x 150
Series100: Tempo Vencedor / Tempo Atleta x 100

7.6. Um bónus adicional de pontos é atribuído ao “Top20” da classificação individual em cada corrida, segundo a tabela de Pontuação pela Competitividade:

Exemplo para uma prova de “Series150”:
Pontuação Total = Pontuação Tempo + Pontuação Competitividade

 

8.1. Apenas são elegíveis para a classificação coletiva, as equipas que sejam associadas da ATRP, devidamente registadas com nome do responsável e número de contribuinte. No caso das equipas que não pertençam a Clubes ou Associações Desportivas com personalidade jurídica própria, o número de contribuinte a indicar no ato de registo deverá ser o do responsável nomeado.

8.2. A cada equipa (Masculina e Feminina) com pontuação final atribuída em prova dos Circuitos Nacionais ATRP, é atribuído um número de pontos com base na tabela seguinte.

Nota: A partir da equipa classificada em 12º lugar, todas as equipas serão pontuadas com 1 ponto.

8.3. A classificação coletiva determina-se em dois passos:

8.3.1. Primeiro, e com base na classificação geral (masculinos e femininos), somam-se os lugares dos 3 primeiros classificados de cada equipa. Em caso de empate, declara-se vencedora a equipa que em primeiro lugar feche a classificação coletiva.

8.3.2. Seguidamente ordenam-se as equipas por ordem crescente de pontos obtidos na operação anterior, após o que se aplica a tabela de pontuação acima descrita para as Equipas. A esta tabela serão acrescentadas pontuações que decorrem da avaliação descrita no ponto 8.2 (1, 2, 3 e 4 pontos por grau de dificuldade correspondente e 5 pontos nas provas Campeonato Nacional ou Circuito “Pro League”).

Exemplo:

  • Equipa A: 5º + 6º + 7º = 18 => 1º lugar (20 pontos: 15 + 5 categorização)
  • Equipa B: 3º + 4º + 12º = 19 => 2º lugar (18 pontos: 13 + 5 categorização)
  • Equipa C: 1º + 2º + 17º = 20 => 3º lugar (16 pontos: 13 + 5 categorização)

No Circuito Nacional serão consideradas na classificação final as equipas que completem o seguinte número de provas:

Circuito de Trail Ultra Endurance XL
2 Provas, sendo considerados para pontuação final os 2 melhores resultados.

Circuito de Trail Ultra Endurance
4 Provas, sendo considerados para pontuação final os 4 melhores resultados (mínimo 1 prova “Series100”).

Circuito Trail Ultra
6 Provas, sendo considerados para pontuação final os 6 melhores resultados (mínimo 2 provas “Series100”)

Circuito Trail
10 Provas, sendo considerados os 10 melhores resultados (mínimo participação em 3 zonas nacionais).

Circuito Trail Sprint
10 Provas, sendo considerados os 10 melhores resultados (mínimo participação em 3 zonas nacionais).

Nota: As provas do Calendário Nacional ATRP que sejam anuladas ou a distância alterada, não respeitando a categorização em que se inserem e consequentemente anulando a certificação, não receberão pontuação para o Circuito Nacional. O mesmo poderá acontecer a provas que alterem a sua data de realização.

10.1. Após a soma dos pontos obtidos nas provas necessárias para o respetivo Circuito, o primeiro critério de desempate é a soma de pontos obtidos no confronto direto, dentro do número de provas necessárias para finalizar cada respetivo circuito nacional.

Exemplo – No Circuito de Trail Ultra, dois (2) clubes (A e B) terminaram com o mesmo número de pontos (em 5 provas) e estiveram em confronto direto três (3) vezes nas provas X, Y e Z (os confrontos diretos nas provas em que não aproveitam os pontos não entram no critério de desempate).

  • Na prova X o clube A somou 15 pontos e o clube B somou 11 pontos
  • Na prova Y o clube A somou 13 pontos e o clube B somou 15 pontos
  • Na prova Z o clube A somou 15 pontos e o clube B somou 13 pontos

Aplicando o critério de desempate da soma de pontos obtidos no confronto direto o clube A seria o vencedor com 43 pontos.

  • Clube A – 43 pontos (15+15+13)
  • Clube B – 39 pontos (15+13+11)

10.2. Se o empate persistir, a equipa que apresente melhor classificação (número de pontos obtidos, independentemente da categorização) após contabilizadas as necessárias para finalizar o respetivo circuito e assim sucessivamente até ser desfeito o empate.

Exemplo – No Circuito de Trail Ultra dois (2) clubes (A e B) terminaram com o mesmo número de pontos (em 5 provas) e estiveram em confronto direto duas (2) vezes nas provas X e Z (os confrontos diretos nas provas em que não aproveitam os pontos não entram no critério de desempate).

  • Na prova X o clube A somou 15 pontos e o clube B somou 13 pontos
  • Na prova Z o clube A somou 15 pontos e o clube B somou 13 pontos

Aplicando o primeiro critério de desempate, os clubes permanecem empatados.

  • Clube A – 28 pontos (15+13)
  • Clube B – 28 pontos (15+13)

Neste caso é aplicado o segundo critério de desempate, a equipa que tiver o melhor sétimo resultado (número de pontos obtidos, independentemente da categorização) será a vencedora, aplicando-se este critério sucessivamente até ser desfeito o empate.

Se o empate persistir, é declarada vencedora a equipa com maior pontuação na prova Campeonato Nacional da distância em causa.

11.1. Para a classificação final nos Circuitos Nacionais, a cada atleta, no final de cada prova, é-lhe atribuído um determinado número de pontos, obtidos com base no tempo despendido mais um bónus adicional de pontos, conforme descrito no ponto 7.6.

11.2. Será ainda atribuída a pontuação de finalização por grau de dificuldade conforme categorização, descrita nos pontos 7.3. e 7.4.

Circuito Nacional de Trail Sprint – 6 provas.
A pontuação do Circuito Nacional de Trail será obtida pela soma das 6 melhores pontuações, sendo obrigatória a pontuação em pelo menos 3 zonas.

Circuito Nacional de Trail – 6 provas.
A pontuação do Circuito Nacional de Trail será obtida pela soma das 6 melhores pontuações, sendo obrigatória a pontuação em pelo menos 3 zonas.

Circuito Nacional de Trail Ultra – 4 provas.
A pontuação do Circuito Nacional de Trail Ultra será obtida pela soma das 4 melhores pontuações.

Circuito Nacional Trail Ultra Endurance – 2 provas.
A pontuação do Circuito Nacional de Trail Ultra Endurance será obtida pela soma das 2 melhores pontuações.

Circuito Nacional Trail Ultra Endurance XL – 2 provas.
A pontuação do Circuito Nacional de Trail Ultra Endurance XL será obtida pela soma das 2 melhores pontuações.

Nota 1: As provas do Calendário Nacional ATRP que sejam anuladas ou a distância alterada, não respeitando a categorização em que se inserem, não pontuarão para o Circuito Nacional. O mesmo poderá acontecer a provas que alterem a sua data de realização.
Nota 2: O título de “finalizador” só será atribuído nos Circuitos Nacionais.

13.1. Primeiro critério de desempate: A soma de pontos obtidos no confronto direto, dentro do número de provas necessárias para finalizar cada respetivo circuito nacional.

Exemplo – No Circuito de Trail Ultra, dois atletas (A e B) terminaram com o mesmo número de pontos e estiveram em confronto direto duas (2) vezes nas provas X e Z (os confrontos diretos nas provas em que não aproveitam os pontos não entram no critério de desempate).

  • Na prova X o atleta A venceu com 220 pontos e o atleta B somou 201 pontos
  • Na prova Z o atleta B venceu com 220 pontos e o atleta A somou 198 pontos

Aplicando o critério de desempate o atleta A seria o vencedor com 421 pontos.

  • Atleta A – 421 pontos (220 +201)
  • Atleta B – 418 pontos (220+198)

13.2. Se o empate persistir, é declarado vencedor o atleta que apresente melhor resultado após contabilizadas as provas necessárias para a finalização do circuito e assim sucessivamente até ser desfeito o empate.

14.1. Os Campeonatos Nacionais ocorrerão numa prova única.

14.2. Os títulos de Campeão Nacional Individual são disputados, em exclusivo, pelos atletas de nacionalidade portuguesa.

14.3. Poderão concorrer aos Campeonatos Nacionais de Trail e de Trail Ultra, todo o atleta de nacionalidade portuguesa que tenha 400 pontos no Ranking ATRP do respetivo escalão e respetiva distância em que pretende participar, ou ranking geral (M ou F) igual ou superior a 700 pontos, e aos Campeonatos Nacionais de Trail Sprint, Trail Ultra Endurance e Trail Ultra Endurance XL, todo o atleta que tenha um ranking mínimo de 350 pontos, igualmente no respetivo escalão e distância, ou ranking geral (M ou F) igual ou superior a 700 pontos. Poderão ainda ser apurados atletas designados por Associações Distritais/Regionais de Atletismo ou pela ANAV, desde que o processo de seleção e apuramento decorra de protocolo entre esta e aquelas associações.

14.3.1. No primeiro ano de inscrição e no ano em que ocorre a mudança de escalão, caso o atleta não tenha ranking de escalão suficiente para acesso ao Campeonato Nacional, poderá utilizar o ranking Geral da distância em que pretende participar, desde que esse ranking seja de um terço do mínimo exigido.

14.4. Os pontos ATRP de acesso aos Campeonatos Nacionais poderão ser ajustados, garantindo no mínimo que todos os escalões estejam representados e que no escalão Geral esteja o Top 100 nacional dos respectivos Circuitos.

14.5. Poderão concorrer aos Campeonatos Nacionais de Trail Sprint, de Trail, de Trail Ultra, de Trail Ultra Endurance, e de Trail Ultra Endurance XL, todo o atleta que tenha um Ranking Geral ITRA igual ou superior a 800 pontos no setor masculino e 630 pontos no setor feminino.

15.1. Os Campeonatos Nacionais por Equipas ocorrerão numa prova única.

15.2. O Campeonato Nacional de Equipas é um título coletivo por género, a disputar pelas Equipas associadas da ATRP e federadas na Federação Portuguesa de Atletismo. Os atletas pertencentes a equipas não federadas e sem personalidade jurídica própria, apenas disputarão os títulos individuais.

15.3. Poderão concorrer aos Campeonatos Nacionais Masculinos, equipas que tenham no mínimo 75 pontos no ranking coletivo ATRP, podendo cada equipa inscrever um máximo de 6 atletas.  Poderão ainda ser apuradas equipas designadas por Associações Distritais/Regionais de Atletismo, desde que o processo de seleção e apuramento decorra de protocolo entre esta e aquelas associações.

15.4. Poderão concorrer aos Campeonatos Nacionais Femininos, equipas que tenham no mínimo 75 pontos no ranking coletivo ATRP, podendo cada equipa inscrever um máximo de 6 atletas. A fim de promover a participação de equipas femininas, todos os clubes com equipa feminina poderão participar com 3 atletas, com ou sem ranking suficiente.

15.5. As equipas (masculinas e femininas) sem ranking ATRP poderão concorrer aos Campeonatos Nacionais de Trail  Sprint, de Trail, de Trail Ultra, de Trail Ultra Endurance e de Trail Endurance XL desde que pelo menos 3 dos seus atletas tenham obtido apuramento para a competição individual através do ranking ATRP ou ITRA (ver ponto 14.5) da respetiva distância ou ranking geral, não podendo nomear mais que 6 atletas com ranking individual qualificativo para a sua constituição.

15.6. As equipas pontuam no Campeonato Nacional de Clubes desde que terminem no mínimo 3 dos seus atletas, sendo admissível para a classificação coletiva a pontuação de apenas um atleta de nacionalidade não portuguesa por equipa.

15.7. A pontuação da equipa na prova será obtida pelos 3 melhores resultados individuais (soma das classificações) dos atletas inscritos, excetuando o disposto no ponto anterior.

16.1. A final da Taça de Portugal disputa-se numa prova única.

16.2. Apenas estarão em disputa os títulos individuais de Vencedor da Taça de Portugal no escalão de Absolutos, masculino e feminino, e em exclusivo por atletas de nacionalidade Portuguesa.

16.3. Poderão participar na Taça de Portugal de Trail os 10 primeiros atletas de cada ZONA (M/F) com os 10 primeiros classificados (M/F) do Campeonato Nacional de Trail, e os 3 primeiros classificados de Circuitos Regionais/Distritais acreditados pela ATRP, desde que sejam associados da ATRP e filiados na FPA, enquanto persistir a dupla filiação. Esta prova realizar-se-á exclusivamente para o efeito, em local e data a anunciar.

16.4. Caso os atletas mencionados no ponto anterior recusem a participação, a ATRP designará os atletas com melhor performance desportiva dos restantes Campeonatos Nacionais e Circuitos, para ocuparem as vagas sobrantes.

17.1. A pontuação da ZONA (Norte, Centro, Sul, Madeira e Açores) será obtida pela soma dos 4 melhores resultados das provas realizadas na zona de residência (registada na ATRP) do atleta.

17.2. Para a classificação final na ZONA (Norte, Centro, Sul, Madeira e Açores) todas as provas serão pontuadas como “Séries100”, sendo a pontuação de partida de 100 pontos para o atleta vencedor inscrito na respetiva zona.

17.3. A cada atleta finalizador de cada prova, da Taça de Portugal Zona, é atribuído um número de pontos obtidos com base no tempo despendido, mais bónus adicional pela competitividade, mais bónus por categorização conforme descrito no ponto 7.

17.4. Na Taça de Portugal ZONA, serão contabilizados os melhores quatro (4) resultados de cada atleta na sua zona, tendo o atleta que apresentar no mínimo quatro (4) resultados para entrar na classificação final, exceto nas zonas Madeira e Açores, onde são exigidos, no mínimo, dois (2) resultados.

18.1. Condição de admissão ao Circuito Jovem: Ser sócio da ATRP, estar nos escalões de Juvenis ou Juniores segundo o estipulado no Ponto 6 do Regulamento Geral de Competições e, no caso dos menores de idade, ter autorização do encarregado de educação.​

18.2. Todas as provas são elegíveis para o Circuito Jovem desde que cumpram as distâncias máximas para os respetivos escalões (ver ponto 6 deste Regulamento).

18.3. No Circuito Nacional Jovem todas as provas são “Series150”.

18.4. Para a classificação final no Circuito Nacional a cada atleta, no final de cada prova, é-lhe atribuído um determinado número de pontos, obtidos com base no tempo despendido, mais um bónus adicional de pontos conforme descrito no ponto 7, sendo a pontuação base do vencedor de 150 pontos.

18.5. Os atletas, para serem “Finalizadores” do Circuito, deverão realizar quatro (4) provas independentemente da zona.

Os vencedores absolutos, feminino e masculino, das provas campeonato nacional de Trail, Trail Ultra e Trail Ultra Endurance serão apurados para representar a Seleção Nacional no Mundial de 2023, desde que aceitem e cumpram todos os critérios de integração na Seleção, a publicar em www.atrp.pt.

Em caso de omissão neste regulamento ou de divergência de interpretação, a ATRP tomará a melhor decisão para o bom desenrolar dos Circuitos, Campeonatos ou Taças, de forma a atingir os seus objetivos e cumprir a sua missão.